Enganando o diabo da crise

A tragédia da crise do Euro continua. É um conflito de poder entre o bem o mal, o céu e o inferno, onde até o momento, os países europeus representam Fausto e o mercado financeiro Mefistófeles, em alusão a um clássico da literatura mundial “Fausto, a tragédia” escrita pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe.

Fausto é o personagem erudito, conhecedor de todas as leis da natureza, quem sabe até um professor para os alquimistas da idade média, criado pelo escritor alemão em 1775 e que tornou-se em 1808, um clássico da literatura mundial.

Na história, o personagem Henrique Fausto um sábio sedento pela sabedoria plena e ambicioso pelo conhecimento ilimitado. Aborrecido com a vida, por conhecer todas as magias terrestres que um ser vivente poderia provar, pensou em suicídio, mas logo o desconsiderou. Até que teve um encontro com Mefistófeles, um enviado do diabo. Este ofereceu seus serviços tornando realidade qualquer pedido carnal de Fausto. Em troca, o mago ancião deveria servir o diabo no inferno.

O pacto de sangue selado entre dois se romperia, apenas se Mefistófeles criasse uma situação de felicidade tão plena para Fausto, e ele desejasse aquele momento durasse para sempre. Moral da história: o texto escrito há mais de 200 anos, é que o sábio Fausto, depois de causar a prisão de sua amada Margarida e as mortes do pais e irmão da mesma, engana Mefistófeles e sua alma é elevada ao céu.

Se essa história fosse escrita nos dias atuais, o cenário seria novamente a Alemanha. Fausto seria – mesmo que a contra-gosto – Angela Merkel. Mefistóles seria os mercados de capitais. Assim como a personagem de Fausto, os europeus estão cansados de ouvir falar na crise do euro e estar sob pressão permanente das agências de risco. Na zona da moeda comum, apenas a Alemanha tem sido um sábio frente às ameaças de Mefistófeles (o mercado). No início, por vontade e interesse próprios, agora por aclamação. Ao menos, é o que se pode ler nos jornais do último dia 14 de dezembro.

Segundo articulista do jornal Welt Online, Florian Eder, “a Alemanha tem que conduzir [a crise e a Europa], quer a União Européia ou não”. (Veja o artigo aqui). O argumento é que o país tem uma economia modelo, responsável por um quarto do total movimentado na zona do euro, além de ser o país que mais dinheiro coloca à disposição para o resgate grego.

Já o articulista do jornal Süddeutsche Zeitung, Marc Beise, pede um basta no que chama de “cenário de horror” (ver artigo). O jornalista comenta que as economias italianas e francesas foram “infectadas” pelo endividamento descontrolado da Grécia e Portugal.

O coro dos muitos pessimistas era uníssono e entoado pelo articulista do Financial Times Deutschland (FTD) desde de 05.09.2011, quando publicou uma reportagem sob o título “A zona do Euro dança em direção ao precipício” (veja o artigo aqui). No texto, o articulista chama o desenrolar da situação até o momento de “fatal desenvolvimento da crise”, no qual explica que atualmente até os que investem em papéis da dívida alemã perdem dinheiro. Como o país de Angela Merkel é referência na região, isso significa que os mercados já não acreditam mais na moeda européia.

Se todo esse pessimismo se torna realidade, resta então ao restante dos países europeus unir-se ao coro pedindo que o governo de Merkel tome a frente no manegement da crise na Europa. Talvez a sabedoria alemã se converta em realidade e reverta a situação, deixando para trás o diabo da crise na Europa. Quem sabe Merkel consiga enganar Mefistófeles da crise e romper esse pacto de sangue feito pelos europeus. E se depois disso tudo, as almas européias sejam elevadas ao céu, os alemães relembrem o que já sabiam.

Que os líderes de alguns países europeus foram e serão corruptos e mentirosos, e querer ser fiador com a própria alma é cansativo e desgastante a política interna de qualquer país.

Basta agora que os europeus, os mesmos que no início da crise diziam que a Europa estava se “alemanizando”, deem seu voto de confiança a Angela Merkel. Esse processo de “alemanizar-se” implica adquirir um pouco de sabedoria. Pode ser que Europa unida consiga enganar o diabo da crise. (Revisão: Lia Sajovic)

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Breno do FC Bayern de Munique fica ferido em um incêndio em sua casa

O ex-jogador do Cruzeiro, Breno Vinícius Rodrigues Borges, atualmente zagueiro do time alemão Bayern de Munique, teve ferido leves depois que sua mansão, localizada na região sul de Munique, arder em chama.

O jornal Süddeutsche Zeitung citando a Polícia local, disse que o defensor de 21 anos foi salvo de dentro de sua mansão que ardia em chamas. Os primeiros socorros foram realizados ainda na rua, em seguida o jogador que teve apenas ferimentos leves, ainda segundo o jornal alemão, foi encaminhado para um hospital local. Foi não informado que tipo de que ferimentos apresentava Breno.

De acordo o informado pela Polícia, o jogador estava só em sua casa quando as chamas começaram a consumir a propriedade do brasileiro. A esposa e os três filhos do jogador chegou em seguida, ao ser informada do incidente.
O companheiro de equipe Marcio Rafael Ferreira de Souza, o Rafinha, que é vizinho de Breno, esteve presente enquanto os bombeiros socorriam o proprietário da casa em chamas.

Ainda não se sabe como o fogou começou, porém, se sabe que a casa foi totalmente consumida pelo fogo e o incidente deixou para trás um prejuízo de até 4 milhões de Euros.

* Revelado nas categorias de base do São Paulo pelo ex-jogador Zé Sérgio, chegou aos profissionais do time tricolor após ser vice-campeão da Copa São Paulo pelo time júnior em 2007. Logo em seu primeiro ano, sagrou-se campeão brasileiro, tendo sido eleito o melhor zagueiro da competição. Em dezembro de 2007, o Bayern Munique, da Alemanha, fechou negócio com a jovem revelação por 12 milhões de euros, até 2012. (*fonte: Wikipedia)