Partido de direita alcança alto número de adesão na Alemanha


Fundado a pouco mais de três anos, o Partido Alternativa para a Alemanha recebe um grande número de votos nas eleições em três estados. O partido é bastante criticado por seu plano de governo de extrema direita.

Com um plano de governo de extrema direita, o Partido Alternativa para a Alemanha (AfD, por sua sigla em alemão) foi o partido que mais surpreendeu em durante as eleições estaduais que ocorreram nos estados federativos de Baden-Württemberg, Renânia-Palatinado e Saxônia-Anhalt. No estado de Saxônia-Anhalt, onde há um maior movimento contra a política imigratória de Angela Merkel e berço do movimento “Europeus Patriotas contra a islamificação do ocidente” (ou Pegida, por sua sigla em alemão) o partido recebeu 24,2% dos votos, sendo segundo partido mais votado. Nos outros dois estados a AfD foi o terceira mais votado com 15,1% em Baden-Württemberg e 12,6 em Renânia-Palatinado.

O resultado deixou claro o avanço do partido AfD, que ganhou ainda mais força a partir de meados de 2015, quando pessoas de regiões conflituosas como Síria e Afeganistão começaram a chegar aos milhares à Europa, com destino principal Suécia e Alemanha. Com esse resultado o partido ganha mais cadeiras nas Câmaras estaduais nos três estados.

A ascensão da Alternativa para a Alemanha deixou muita gente preocupada, já que o partido vem conquistando espaço no eleitorado com uma pauta considerada de extrema direita. No programa, o partido pretende implementar o sistema de democracia direta (baseado no sistema suíço, onde o povo decide sobre temas polêmicos, com por exemplo a entrada da Turquia na UE); maior controle através de quebra de sigilo telefone e de protocolos de internet pela Polícia; redução da idade penal, que hoje é de 14 anos na Alemanha; dissolução da União Européia e retomada soberania dos países europeus; redução do estado; eliminação dos impostos; a volta da família tradicional, onde mulher não trabalha e o estado não oferece crechês, assim como a abolição de cotas para mulheres; fim do aborto e barreiras para o divorcio.

Sobre Redação Europa
Luciano Alarcón, é jornalista formado pelo Centro Universitário de Araraquara, foi jornalista e Webmaster da Revista AméricaEconomía em Santiago do Chile, correspondente para o site www.Terra.com e freela para Folha de S. Paulo, entre outros meios na América Latina. Atualmente estuda Superior de Política de Munique e apresenta o programa de Radio "Brasilien in Focus" na Radio Lora FM de Munique. RedaçãoEuropa é a sua redação jornalística direto da Europa. Com notícias atualizadas sob o ponto de vista do jornalismo brasileiro. Porque o diferencial também é notícia, através do RedaçãoEuropa você terá acesso a matérias elaboradas e que as grandes agências não cobrem. Leia nossas matérias, retwitte, comente e informe-se. Um grande abraço sua Redação na Europa.

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