„Europeus patriotas“ preocupam a Alemanha


Eles se denominam “Europeus patriotas contra a islamisação do ocidente” e exigem uma clara política para os refugiados de guerra do oriente. Entre as opiniões sobre o assunto há um amplo e controverso divisor de águas.

O movimento começou em Dresden com 500 pessoas que saíram as ruas para pedir uma melhor e clara política de Refugiados de Guerra, de maneira a controlar melhor os “islamistas crentes”radicais que chegam à Europa e à Alemanha entre os refugiados da Síria. Em outubro, muitos riram dos “Europeus patriotas contra a islamisação do ocidente” (Pegida, por sua sigla em alemão), e até ridicularizam os iniciadores. Hoje, as demonstrações contam com mais de 15 mil seguidores e tornou-se um motivo de preocupação para o estado alemão. Apesar da participação minoritária de neo nazistas, a maioria quase que absoluta  – ainda que seja difícil corroborar esta afirmação, já que o movimento tomou proporções tão grande que não como controlar cada manifestante – é de cidadãos médios.
Um outro movimento foi criado para impedir as passeatas, dos que classificam os “patriotas europeus” como intolerantes, no entanto, o número de seguidores anti Pediga é claramente inferior. Na última passeata 5,6 mil pessoas trataram de impedir a passeata pacífica dos patriotas europeus que contou com 15 mil seguidores.

E, a onda cresce. A manifestação contra o acolhimento de refugiados de guerra se expande por toda a Alemanha. Em cidades como Düsseldorf e Bonn ativistas já preparam passeatas em apoio ao Pegida. Alguns partidos, como o Partido Alternativa para a Alemanha (AfD, por sua sigla em alemão), tratam de aproveitar o rápido crescimento desse movimento cidadão e se aliam ao movimento. Como é o caso do Partido Alternativa para a Alemanha (AfD, por sua sigla em alemão).

Criado em 2012, o AfD é um partido de oposição e critica o governo alemão fortemente. As idéias economicas do partido são de extrema direita, e é  composto por muitos intelectuais como professores e doutores de diversas áreas. O rápido crescimento do partido trouxe consquitas, posicionando representantes no Bundestag (Congresso alemão).

O governo de Angela Merkel (CDU) mudou seu discurso de acordo ao crescimento do Pegida. Como e qual será o próximo passo ainda não está claro. O que o governo local percebeu, é que eles estão confrontados com um movimento popular, que deixou de ser um caso menor e isolado e passou na fazer parte da agenda do governo.

Sobre Redação Europa
Luciano Alarcón, é jornalista formado pelo Centro Universitário de Araraquara, foi jornalista e Webmaster da Revista AméricaEconomía em Santiago do Chile, correspondente para o site www.Terra.com e freela para Folha de S. Paulo, entre outros meios na América Latina. Atualmente estuda Superior de Política de Munique e apresenta o programa de Radio "Brasilien in Focus" na Radio Lora FM de Munique. RedaçãoEuropa é a sua redação jornalística direto da Europa. Com notícias atualizadas sob o ponto de vista do jornalismo brasileiro. Porque o diferencial também é notícia, através do RedaçãoEuropa você terá acesso a matérias elaboradas e que as grandes agências não cobrem. Leia nossas matérias, retwitte, comente e informe-se. Um grande abraço sua Redação na Europa.

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