Ministro russo fala na Conferência International de Segurança em Munique

Na Conferência Internacional de Segurança, na Alemanha, o Ministro de Relações Exteriores da Russia acusa os Aliados de causar a guerra na Ucrânia e não cumprir acordos internacionais. Saiba mais

Anti-Islamistas e anti-racistas se encontram nas ruas de Munique

Cerca de 23 mil pessoas saíram às ruas de Munique para protestar. Os manisfestantes se dividiam em dois grupos os “Bagida” (anti-islamistas) e o “Munique é colorida” (anti-racistas). As manifestações ocorreram nesta segunda-feira (12/01).  Saiba mais

12 mil saem às ruas de Munique contra o racismo

Na tarde de ontem (22/12), cerca de 12 mil manifestantes municenses mostraram sua força contra o Pegida. Por outro lado, Pediga reuniu cerca de 2 mil pessoas.
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„Europeus patriotas“ preocupam a Alemanha

Eles se denominam “Europeus patriotas contra a islamisação do ocidente” e exigem uma clara política para os refugiados de guerra do oriente. Entre as opiniões sobre o assunto há um amplo e controverso divisor de águas.
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Brasil fica atrás do Chile segundo estudo da OECD

Segundo o estudo os alunos de 15 anos resolvem os problemas mais rápidos.

Os primeiros lugares foram para Coréia e Singapura.

Crise em Portugal torna as ex-colônias atrativas para os portugueses

Portugal passa hoje por uma crise profunda. Basta olhar as últimas estatísticas divulgadas pela União Européia. Devido a isso, mais e mais portugueses buscam na ex-colônias possibilidades de começar vida nova longe da crise.

Entre 2009 e 2010, período em que Portugal recebia ajuda financiera de seus vizinhos europeus e não tinha que aplicar pacotes extremos de redução do orçamento, migraram de Portugal a outros países europeus 23.760, destes apenas 4.342 deixaram o continente em busca de alternativa para a crise. Entre os países mais buscados estão o Brasil e Moçambique.

O Consulado Geral do Brasil em Lisboa informou que, houve um crescimento de mais de 100% no outorgamento de vistos de trabalho para o Brasil. Crescimento semelhante apresentou a entrega de vistos de permanência. Os vistos para estudo também apresentaram um aumento, porém, mais tímido. Ainda segundo o informe fornecido pelo consulado, que não inclui dados do Consulado Geral no Porto, fica claro que a entrega de vistos aumentou consideravelmente a partir de julho de 2011.

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Enganando o diabo da crise

A tragédia da crise do Euro continua. É um conflito de poder entre o bem o mal, o céu e o inferno, onde até o momento, os países europeus representam Fausto e o mercado financeiro Mefistófeles, em alusão a um clássico da literatura mundial “Fausto, a tragédia” escrita pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe.

Fausto é o personagem erudito, conhecedor de todas as leis da natureza, quem sabe até um professor para os alquimistas da idade média, criado pelo escritor alemão em 1775 e que tornou-se em 1808, um clássico da literatura mundial.

Na história, o personagem Henrique Fausto um sábio sedento pela sabedoria plena e ambicioso pelo conhecimento ilimitado. Aborrecido com a vida, por conhecer todas as magias terrestres que um ser vivente poderia provar, pensou em suicídio, mas logo o desconsiderou. Até que teve um encontro com Mefistófeles, um enviado do diabo. Este ofereceu seus serviços tornando realidade qualquer pedido carnal de Fausto. Em troca, o mago ancião deveria servir o diabo no inferno.

O pacto de sangue selado entre dois se romperia, apenas se Mefistófeles criasse uma situação de felicidade tão plena para Fausto, e ele desejasse aquele momento durasse para sempre. Moral da história: o texto escrito há mais de 200 anos, é que o sábio Fausto, depois de causar a prisão de sua amada Margarida e as mortes do pais e irmão da mesma, engana Mefistófeles e sua alma é elevada ao céu.

Se essa história fosse escrita nos dias atuais, o cenário seria novamente a Alemanha. Fausto seria – mesmo que a contra-gosto – Angela Merkel. Mefistóles seria os mercados de capitais. Assim como a personagem de Fausto, os europeus estão cansados de ouvir falar na crise do euro e estar sob pressão permanente das agências de risco. Na zona da moeda comum, apenas a Alemanha tem sido um sábio frente às ameaças de Mefistófeles (o mercado). No início, por vontade e interesse próprios, agora por aclamação. Ao menos, é o que se pode ler nos jornais do último dia 14 de dezembro.

Segundo articulista do jornal Welt Online, Florian Eder, “a Alemanha tem que conduzir [a crise e a Europa], quer a União Européia ou não”. (Veja o artigo aqui). O argumento é que o país tem uma economia modelo, responsável por um quarto do total movimentado na zona do euro, além de ser o país que mais dinheiro coloca à disposição para o resgate grego.

Já o articulista do jornal Süddeutsche Zeitung, Marc Beise, pede um basta no que chama de “cenário de horror” (ver artigo). O jornalista comenta que as economias italianas e francesas foram “infectadas” pelo endividamento descontrolado da Grécia e Portugal.

O coro dos muitos pessimistas era uníssono e entoado pelo articulista do Financial Times Deutschland (FTD) desde de 05.09.2011, quando publicou uma reportagem sob o título “A zona do Euro dança em direção ao precipício” (veja o artigo aqui). No texto, o articulista chama o desenrolar da situação até o momento de “fatal desenvolvimento da crise”, no qual explica que atualmente até os que investem em papéis da dívida alemã perdem dinheiro. Como o país de Angela Merkel é referência na região, isso significa que os mercados já não acreditam mais na moeda européia.

Se todo esse pessimismo se torna realidade, resta então ao restante dos países europeus unir-se ao coro pedindo que o governo de Merkel tome a frente no manegement da crise na Europa. Talvez a sabedoria alemã se converta em realidade e reverta a situação, deixando para trás o diabo da crise na Europa. Quem sabe Merkel consiga enganar Mefistófeles da crise e romper esse pacto de sangue feito pelos europeus. E se depois disso tudo, as almas européias sejam elevadas ao céu, os alemães relembrem o que já sabiam.

Que os líderes de alguns países europeus foram e serão corruptos e mentirosos, e querer ser fiador com a própria alma é cansativo e desgastante a política interna de qualquer país.

Basta agora que os europeus, os mesmos que no início da crise diziam que a Europa estava se “alemanizando”, deem seu voto de confiança a Angela Merkel. Esse processo de “alemanizar-se” implica adquirir um pouco de sabedoria. Pode ser que Europa unida consiga enganar o diabo da crise. (Revisão: Lia Sajovic)

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